Fofoquinha com o prontuário alheio, pode?

Ah, o velho hábito de passar a informação adiante. 

Um primo seu tomou chá de boldo e curou a dor no peito? Já espalhou no grupo da família. 

O vizinho foi visto entrando no pronto-socorro? Tá no status do WhatsApp antes mesmo do plantão acabar. 




Agora, se você trabalha na área da saúde e resolveu compartilhar o prontuário de um paciente, aí temos outro nome pra isso: CRIME!

Sim, amigo e amiga do jaleco (ou da recepção). 

Espalhar dados do prontuário médico não é só feio. 

É QUEBRA DE SIGILO PROFISSIONAL, prevista no CÓDIGO PENAL BRASILEIRO, mais precisamente no artigo 154, que diz algo mais ou menos assim:


 "Revelar alguém, sem justa causa, segredo de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem..."


Parece complicado? 

Traduzindo em Pompeianês: se você vaza o que não devia, pode ganhar  pena de detenção de 3 meses a 1 ano, e, dependendo do caso, multa também. E antes que algum sabichão venha dizer “mas eu só comentei no grupo da família”, saiba que o crime continua, mesmo que a intenção tenha sido só “compartilhar uma preocupação”.


Então se você trabalha em hospital, clínica, consultório ou farmácia, o prontuário do paciente é igual segredo de cofrinho: só abre com a chave certa. 

E a chave, nesse caso, é autorização legal ou judicial.


Lembre-se: o único lugar onde fofoca médica é permitida é em novela de época da Globo — e olhe lá.


**Moral da história:** se o seu dedo coçar pra digitar o diagnóstico alheio, que seja pra marcar na agenda que você tem consulta. 


Porque no tribunal, “print do grupo” não serve como atestado.

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