“Manual de Sobrevivência ao Grupo da Família”
Você pode até não ter lido Sun Tzu, mas se já sobreviveu a um grupo de WhatsApp da família, parabéns: você já venceu algumas guerras invisíveis.
Esses grupos são uma espécie de zona sem leis, onde memes de qualidade duvidosa convivem com áudios de 7 minutos da sua tia contando como fez um bolo de fubá que curou a depressão do vizinho. É um ambiente em que boas intenções e notícias falsas andam de mãos dadas, quase sempre digitadas com letras maiúsculas e emojis aleatórios.
Capítulo 1: O tio das correntes
Sempre tem um. Ele acredita piamente que, se você não repassar a imagem de Nossa Senhora piscando, vai ter 7 anos de azar e mais 3 de chuva na quermesse. A estratégia aqui é simples: ignore, mas com respeito. Lembre-se, ele também ignorou as evidências científicas nos últimos 15 anos. Justiça poética.
Capítulo 2: A tia coach
Ela nunca foi a Dubai, mas te ensina todo dia que "mentalize e realize", mesmo que você esteja mentalizando um PIX que nunca chega. Cuidado: ela é rápida no gatilho com frases como “gratidão é a chave” e “tudo acontece por um motivo”, principalmente quando você reclama do preço da gasolina.
Capítulo 3: A avó que manda bom dia todos os dias às 6h
Ela é fofa, é um patrimônio da família e, sim, vai te xingar em latim se você sair do grupo sem avisar. O segredo é mandar um gif de flor de vez em quando. Isso renova o seu passe de entrada no céu familiar.
Capítulo 4: O primo que virou político de grupo
Não se elegeu nem pra síndico, mas discute como se fosse ministro. O argumento favorito dele é "tenho minhas fontes", e elas geralmente incluem um print do Zap. Evite confrontos. Deixe ele debater com o eco da própria convicção.
Moral da história?
Se você está num grupo desses e ainda não surtou, parabéns: sua resiliência merece um troféu (ou pelo menos um desconto na conta de terapia). E se você ainda não está... cuidado. Um dia, o convite chega.

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