Comércio: A Fiadofobia do Seu Joaquim
Na vendinha do Seu Joaquim, fiado só depois de muita conversa. Ele tem um caderno, daqueles de capa dura azul, onde anota com letra miúda os nomes dos que “pegam pra pagar depois”. Só que agora, com os boletos em dia e os lucros apertados, até o fiado ficou escasso. A clientela, acostumada a “passar lá depois”, agora passa direto, sem entrar. O comércio na cidade do interior ainda é feito de confiança, mas essa confiança anda abalada pelo preço do arroz e pelo sumiço do troco. Mesmo assim, toda semana alguém bate na porta perguntando: “Seu Joaquim, dá pra pegar só um café?”.
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