🎪 O Circo Voltou! E com Ele, a Alegria que a Cidade Tinha Esquecido


Durante anos, Pompeia viveu um jejum cultural difícil de explicar — e pior ainda de justificar. Quem cresceu por aqui lembra bem: se quisesse levar uma criança ao circo, era preciso viajar. Marília, Tupã, Bauru… Encarar estrada, combustível, ingresso caro e aquele sentimento de que nossa cidade tinha esquecido do encanto da lona colorida.

Talvez esquecer seja até generoso. A verdade é que em tempos passados, por descaso ou desprezo, simplesmente ignoraram esse tipo de manifestação popular. Não só o circo, como outras expressões culturais foram varridas da programação da cidade como se fossem coisa menor. Triste.

Mas agora, como num passe de mágica — ou seria uma pirueta bem executada? — o circo voltou. Com lona, arquibancada, palhaço, pipoca e tudo que se tem direito. E o mais importante: com acesso. A entrada custa R$ 9,90. Isso mesmo. Menos que uma marmita. Menos que um lanche numa hamburgueria gourmet. Menos que o que se paga para não fazer nada num domingo qualquer.

Mas claro, sempre há quem reclame. Sem discurso, sem propostas, sem sequer uma lembrança boa para oferecer, agora se agarra ao preço do ingresso como se fosse escândalo: "R$ 9,90 para uma criança? Absurdo!" — dizem. Mas não falam do quanto já se pagou em outros tempos, quando o único jeito de mostrar um palhaço ao vivo para um filho era saindo da cidade e gastando cinquenta reais ou mais — fora o combustível, o lanche e o risco na estrada.

A verdade é simples: o circo voltou porque alguém se lembrou de olhar para a cultura com o carinho que ela merece. E talvez esse seja o grande incômodo para quem nunca fez nada: ver a cidade sorrindo de novo.

Agora, as crianças sairão da lona com os olhos brilhando. Os pais vão tirar fotos, postar com orgulho, e muitos, no fundo, voltam a ser crianças também. Porque o circo tem disso: ele não é só entretenimento. É memória, é identidade, é infância resgatada.

E que fique: o circo, a cultura, e a certeza de que uma cidade viva é uma cidade que sonha — mesmo que debaixo de uma lona.

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