Oposição inteligente: existe ou virou lenda?


Vivemos tempos estranhos. A política, que deveria ser espaço de debate, virou ringue. De um lado, quem apoia. Do outro, quem critica. E, no meio desse fogo cruzado, fica a pergunta: é possível ser oposição de forma inteligente, construtiva, sem apelar pra baixaria? Ou, no mundo de hoje, só gritando, ofendendo e causando escândalo se consegue ser ouvido?

A verdade é que ser oposição nunca foi tarefa fácil. Exige argumento, estudo, coerência e, principalmente, responsabilidade. Porque apontar erros é necessário. Questionar, fiscalizar, cobrar… faz parte do jogo democrático. Mas tem uma linha tênue que separa a crítica inteligente da pura e simples desordem. E, infelizmente, tem muita gente que prefere cruzar essa linha, achando que barraco gera mais engajamento do que bom senso.

O problema é que, quando a oposição se perde na gritaria, quem perde não é só quem está no poder. Perde a cidade, perde a comunidade, perde quem realmente espera soluções. E o pior: quem faz política baseada só na baixaria esquece que, uma hora, o jogo vira. E aí, quem semeou o caos vai ter que colher a responsabilidade de governar. E governar sem credibilidade é como construir casa na areia.

Por outro lado, sim, é possível — e necessário — ser uma oposição inteligente. Aquela que não finge ser contra só por ser. Que sabe reconhecer acertos quando eles existem, mas que tem coragem de apontar erros sem precisar descer o nível. Que não vive de meme, nem de polêmica vazia, mas de proposta, de análise, de voz firme, porém limpa. Porque a verdadeira oposição não é contra a pessoa — é contra aquilo que não funciona, contra o que não atende ao povo, contra o que prejudica a comunidade.

No fim das contas, a baixaria até faz barulho… mas é o argumento bem construído que faz história. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

🚨 CHUCHA RETARDADA PRESA POR DISCURSO DE ÓDIO NO FACEBOOK! 🚨

O Desespero Tem Nome (e Projeto Rejeitado)

Prefeitura apresenta as contas e surpreende um total de zero pessoas