Política: A Cidade Pinta os Muros e Cala a Boca
Em ano de eleição, a cidade se divide em duas: os que pintam os muros com sobrenomes em letras garrafais e os que só acenam com a cabeça, desconfiados. Promessas ganham volume no alto dos carros de som, ecoando por ruas onde buraco é parte da paisagem. Os políticos aparecem em velórios e jogos de futebol, apertam mãos com um sorriso treinado. Mas ninguém esquece o que foi prometido na eleição passada. Mesmo assim, na urna, muitos voltam a acreditar. Porque aqui, política ainda é feita no bar da esquina, no aperto de mão, e no “pode deixar que eu resolvo”.
Comentários
Postar um comentário